sábado, 15 de outubro de 2016

NUNCA PREGUEIS OUTRO SERMÃO


«Foi o vosso carácter transformado?
Têm as trevas sido trocadas pela luz, o amor ao pecado, pelo amor à pureza e à santidade?
Sois convertidos, vós que vos empenhais em ensinar a verdade a outros?

Houve em vós uma mudança completa, radical?

Entretecestes a Cristo no vosso carácter?

Não precisais de ficar na incerteza quanto a esta questão. Tem-se o Sol da Justiça levantado e brilhado na vossa alma?


Se assim é, vós o sabeis; e se não sabeis se sois convertidos ou não, nunca pregueis outro sermão do púlpito até que o saibais. Como podeis guiar almas à Fonte da Vida da qual vós mesmos não bebestes?

Sois um fingido, ou sois realmente um filho de Deus?

Servis a Deus ou servis aos ídolos?

Fostes transformados pelo Espírito de Deus, ou ainda estais mortos em vossas ofensas e pecados?

Ser filhos de Deus significa mais do que muitos imaginam; porque não foram convertidos. O homem é pesado na balança e achado em falta quando está vivendo na prática de qualquer pecado conhecido. É um privilégio de todo o filho de Deus ser verdadeiro cristão de momento a momento; então tem ele todo o Céu arregimentado ao seu lado. Tem a Cristo habitando pela fé no seu coração.
Uma alma unida a Cristo, comendo a Sua carne e bebendo o Seu sangue, aceitando cada palavra que sai da boca de Deus e por ela vivendo, há-de lutar contra toda a transgressão e toda a aproximação do pecado. Torna-se dia a dia mais vitoriosa, mais semelhante a uma clara luz. Avançará de força em força, não de fraqueza em fraqueza.» - Testemunhos para Ministros, págs. 440-441.

sábado, 23 de julho de 2016

A PORTA ESTREITA

Enquanto Jesus se dirigia para Jerusalém, para ali ser crucificado pelos pecados da humanidade pecadora, um indivíduo da multidão fez-lhe a pergunta: «Senhor, são poucos os que se salvam?» E Ele respondeu-lhe: «Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.» (Lucas 13:23-24)

Como eram poucos os seguidores de Jesus, nesta fase do Seu ministério, aquele anónimo estava curioso em saber se seriam assim tão poucos os que se iriam salvar. Para Jesus não importa se são muitos ou poucos, mas antes os que estão dispostos a fazer a sua decisão pessoal em O seguir, não importa quem ou quantos façam a mesma decisão. Por isso respondeu-lhe que tal decisão é como entrar por uma porta estreita, na qual só cabe um de cada vez, e sem cargas ou bagagem que impeçam tal entrada. Para muitas pessoas é mais importante a sua reputação junto da sociedade, os bens materiais deste mundo, do que a sua salvação eterna. Na porta estreita temos de entrar por nós mesmos e desembaraçados de tudo o que se relacione com o efémero desta vida presente. 

«O conhecimento de Deus e de Jesus Cristo, expresso no carácter, é algo muito superior a tudo o que se aprecie na Terra e no Céu. É a suprema educação. É a chave que abre as portas da cidade celestial. Deus deseja que todos quantos se revestem de Cristo possuam esse conhecimento.» - A Ciência do Bom Viver, pág. 350, edição da Publicadora Servir.

PARA QUE NINGUÉM SE OFENDA

«Os cobradores de impostos judeus perguntaram a Pedro se o Mestre pagava as duas dracmas, ou seja, o tributo anual exigido aos judeus maiores de vinte anos, que servia para o mantimento do templo. … Não o pagar era considerada uma grave deslealdade para com o templo.

«Os sacerdotes, Levitas e profetas estavam isentos do pagamento. Pedro respondeu afirmativamente, depois, já em casa, Jesus demonstrou ao apóstolo que Ele, pela Sua condição de Filho de Deus, estava isento, não obstante disse-lhe: ‘Mas, para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir, e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter [moeda equivalente a quatro dracmas]; toma-o, e dá-o por mim e por ti.’» Mateus 17:27. 

«Jesus abdicou do Seu direito de isenção e, colocando-se sob uma lei que não O abrangia, para não ferir susceptibilidades, ordenou a Pedro que o pagasse, valendo-se de um procedimento sobrenatural que atestava a Sua condição de Filho de Deus.

‘Embora os cristãos não devam sacrificar um único princípio da verdade, devem evitar as controvérsias sempre que isso seja possível.’ - O Desejado de Todas as Nações, pág. 369.

«A delicadeza cristã é condescendente, associa a verdade à caridade, evita o confronto, valoriza os outros e respeita a sua dignidade, a sua opinião e a sua posição, não fere nem humilha. A delicadeza cuida dos pequenos pormenores; é um fruto do Espírito Santo.» - Mas Há um Deus no Céu, Meditações Matinais de 2016, pág. 196.

terça-feira, 17 de maio de 2016

CONCEITOS ERRÓNEOS E EXTREMISTAS SOBRE SAÚDE

A Palavra de Deus é ABSOLUTAMENTE CLARA sobre o GRANDE DESEJO que Deus tem de que todos (e em especial o Seu povo) goze de uma excelente saúde (não só a nível físico, mas igualmente a nível mental (ou psicológico) e, obviamente, a nível espiritual também). Os "votos" manifestados pelo apóstolo João para com o "amado Gaio" por sua "prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma ("psuké" - no original grego, de onde vem a palavra "psique")" (3 João 1:1-2), resumem bem esse desejo de Deus para com cada um de nós!

Claro que Deus tem interesse em que o Seu povo goze de uma boa saúde, mais não seja porque o nosso CORPO (e, por extensão, a nossa MENTE e ESPÍRITO, que não poderiam existir sem a existência de um corpo) é/são o "templo" ou o "santuário" do Espírito Santo (ver: 1 Coríntios 3:16; 6:19), o local onde Deus deseja fazer morada entre nós. Por conseguinte, o que comemos, bebemos, ou qualquer outra coisa que façamos, desempenha um PAPEL FUNDAMENTAL para a nossa saúde e bem-estar. Daí o apóstolo Paulo ter sido bem explícito ao transmitir este seu conselho inspirado: "Portanto, quer COMAIS, quer BEBAIS ou façais OUTRA COISA QUALQUER, FAZEI TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS." (1 Coríntios 10:31; minha ênfase em maiúsculas).

É evidente que o diabo sabe muito bem que o nosso Criador deseja a nossa saúde e bem-estar! Por isso, quando ele se apercebe que alguém tomou a FIRME DECISÃO de colocar em prática, na sua vida, com a ajuda divina, mudanças nos seus hábitos de vida (nomeadamente nos hábitos alimentares), ele não procura convencer a pessoa de que ela está errada (ele usará, sim, este método, se ele se aperceber que a pessoa ainda não está muito convencida da sua decisão), mas procurará levá-la a ir... para além do que é normal e pedido por Deus (o fanatismo sempre foi uma arma que ele utilizou, e ainda utiliza hoje, com grande sucesso!).

A área da saúde, como qualquer outra área da vida, NÃO ESTÁ IMUNE a ideias extremistas e fanáticas, com que o diabo tenta enredar preciosas almas que, no seu íntimo, apenas desejam colocar em prática, nas suas próprias vidas, a Vontade Soberana do Deus a quem pretendem servir "de todo o [seu] coração, de toda a [sua] alma e de toda a [sua] força" (Deuteronómio 6:4).

Ao longo do meu ministério pastoral sempre tenho procurado corrigir, baseando-me, não em estudos científicos (que, por vezes, de "científico" só têm o nome!), mas num "está escrito" ou num "assim diz o SENHOR" algumas dessas ideias erróneas e extremistas. Irei, em seguida, apresentar algumas dessas ideias erradas, mas, antes disso, permitam-me apresentar um exemplo com o qual, estou certo, TODOS concordarão comigo, e que vos ajudará a perceber como poderemos raciocinar, de forma correta, com os restantes exemplos:

AZEITE

As características POSITIVAS do azeite, como é mais conhecido pela maioria (outros conhecem-no por óleo de oliva), são hoje sobejamente conhecidas do público em geral, já para não falar do que dele se fala nos meios académicos relacionados com pesquisas no domínio da nutrição. Fala a Bíblia do azeite? Sim, se fala! E em que termos fala dele? Bom, para mim... basta dizer isto: se o azeite é utilizado como um SÍMBOLO DO ESPÍRITO SANTO (ver: 1 Samuel 16:13; Zacarias 4:2-6), pergunto: poderia Deus utilizar algo que não é bom, para com ele simbolizar a Pessoa Santa do Espírito Santo? O que é que acham? Para bom entendedor... está TUDO dito, sim ou não?

SAL

Vamos entrar agora em algumas das ideias erróneas ou extremistas que "circulam por aí". E comecemos pelo sal. Alguns dizem que o sal é mau (mesmo sem ser em excesso) e, por isso, deveria ser totalmente banido da nossa alimentação! É isto verdade? Não, não é! E não é, por quê? Porque a Bíblia, e o próprio Senhor Jesus Cristo, dizem que O SAL É BOM! Não acreditam? Então, POR FAVOR, abram as vossas Bíblias e CONFIRMEM se é ou não é isto o que lá está escrito (minha ênfase em maiúsculas):

"BOM É O SAL; mas, se o sal vier a tornar-se insípido, como lhe restaurar o sabor?" (Marcos 9:50);
"O SAL É CERTAMENTE BOM; caso, porém, se torne insípido, como restaurar-lhe o sabor?" (Lucas 14:34)

De que "sal" é que o Senhor Jesus estava a falar? Não era, certamente, do sal literal? Sem dúvida que sim!

Faz o sal mal quando tomado em excesso? Certamente que sim! Mas esse facto, SÓ POR SI, não dá NENHUMA legitimidade a que alguém pense que o sal, em si mesmo, seja algo mau, porque Jesus disse que "bom é o sal"! Estamos entendidos, sim ou não?

MEL

A palavra "açúcar" não aparece na Bíblia, pelo menos em nenhuma das versões bíblicas que eu conheço! Mas a Bíblia fala do "açúcar" que era utilizado nos tempos bíblicos, a saber, o MEL. E, quanto ao mel, a Bíblia diz-nos isto (minha ênfase em maiúsculas):
"Achaste MEL? COME APENAS O QUE TE BASTA, para que não te fartes dele e venhas a vomitá-lo." (Provérbios 25:16)
"COMER MUITO MEL NÃO É BOM;" (Provérbios 25:27)
Reparem que a Bíblia NÃO DIZ que não se deve comer mel! Apenas diz que o que não é bom é "comer muito mel", daí o conselho: "come apenas o que te basta"!
Por muito bom que o mel seja (e alguns quase que o "divinizam"), o conselho mantém-se válido: "comer muito mel não é bom"!

Mas, segundo alguns estudiosos da atualidade (ver, por exemplo, este artigo: http://guiame.com.br/…/mel-e-mais-calorico-que-acucar-refin…), o nosso organismo parece não diferenciar entre o mel e aquilo que hoje denominamos de "açúcar", pois bioquimicamente falando, um e o outro são decompostos em moléculas de glucose. Se isto é verdade, então o que é que poderemos concluir relativamente ao açúcar? Certamente O MESMO que a Bíblia nos aconselha a fazer em relação ao mel:

"Achaste [açúcar]? COME APENAS O QUE TE BASTA, para que não te fartes dele e venhas a vomitá-lo."

"COMER MUITO [AÇÚCAR] NÃO É BOM;"

Os escritos de Ellen White parecem INDICAR ISSO MESMO, ou seja, NÃO CONDENAM TOTALMENTE a utilização do açúcar, mas ACONSELHAM FORTEMENTE a sua utilização moderada e racional, como nos mostram estas citações:

"Para conservas domésticas, os vidros devem ser usados sempre que possível, de preferência às latas. É especialmente digno de atenção que as frutas a serem conservadas estejam em boas condições. EMPREGUE-SE POUCO AÇÚCAR [ela não diz que não se deve utilizar NENHUM açúcar!], e a fruta seja cozida apenas o necessário à sua preservação. Assim preparadas, são excelente substituto para as frutas frescas." (A Ciência do Bom Viver, pág. 299 da edição online; minha ênfase em maiúsculas)

"EM GERAL, USA-SE DEMASIADO AÇÚCAR no alimento. Bolos, pudins, massas folhadas, geleias e doces são causa ativa de má digestão. Especialmente nocivos são os cremes e pudins em que o leite, ovos e açúcar são os principais elementos. DEVE-SE EVITAR [NÃO diz "cortar totalmente"] O USO ABUNDANTE de leite e açúcar juntos." (A Ciência do Bom Viver, pág. 301 da edição online; minha ênfase em maiúsculas)

"Quanto MENOR for a quantidade de açúcar introduzida no preparo da alimentação, menor a dificuldade experimentada em virtude do calor do clima." (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 95)

"Sento-me com frequência à mesa de irmãos e irmãs, e vejo que eles usam GRANDE QUANTIDADE de leite e açúcar. Isto sobrecarrega o organismo, irrita os órgãos digestivos, e afeta o cérebro. Tudo quanto embaraça o ativo funcionamento do maquinismo vivo, afeta muito diretamente o cérebro. E segundo a luz que me foi dada, O AÇÚCAR, QUANDO USADO ABUNDANTEMENTE, é mais prejudicial que a carne. Estas mudanças devem ser feitas com prudência, e o assunto deve ser tratado de maneira calculada a não desgostar e suscitar preconceito às pessoas a quem queremos ensinar e ajudar." (Testemunhos Selectos, vol. 1, pág. 190)

Pergunto: parece-vos que EGW está em PERFEITA SINTONIA com o que diz a Bíblia, sim ou não?
Para mim, não tenho quaisquer dúvidas sobre isso!

LEITE

O leite tem sido, sobretudo nestes últimos tempos, particularmente "diabolizado". Há razões válidas para, NA ATUALIDADE, colocarmos de lado a utilização do leite e dos seus derivados, como alimento? Creio muito sinceramente que sim! Contudo, este facto, só por si, não nos dá NENHUMA LEGITIMIDADE para sentir que "vale tudo" para dizermos mal do leite! É que... hoje até se diz que o leite não é, nem nunca foi, um alimento para o ser humano e que, por isso, só é bom para os vitelos e bezerros, e outras coisas mais! Mas afirmar que o leite não é, nem nunca foi, um alimento para o ser humano é um conceito... TOTALMENTE ERRÓNEO! Por quê? Porque a Bíblia afirma...

PRECISAMENTE O CONTRÁRIO! Confirmem por vós mesmos (minha ênfase em maiúsculas):
"então, os cordeiros te darão as vestes, os bodes, o preço do campo, e as cabras, LEITE em abundância PARA TEU ALIMENTO, para ALIMENTO DA TUA CASA e para SUSTENTO DAS TUAS SERVAS." (Provérbios 27:26-27)

"Quem jamais vai à guerra à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se ALIMENTA do LEITE do rebanho?" (1 Coríntios 9:7)

Além disso, o leite é utilizado como um símbolo da salvação (em Isaías 55:1), algo que seria uma aberração total, caso o leite não fosse algo bom em si mesmo! E quem não conhece a expressão "terra que mana LEITE e mel" (que aparece nada menos do que 18 vezes, em: Êxodo 3:8, 17; 13:5; 33:3; Levítico 20:24; Números 13:27; 14:8; 16:13, 14; Deuteronómio 6:3; 11:9; 26:9, 15; 27:3; 31:20; Josué 5:6; Jeremias 32:22 e Ezequiel 20:6, 15), aplicada à terra de Canaã, um símbolo da Canaã celestial? Poderia o Senhor utilizar uma coisa má, em si mesma, para com ela simbolizar algo de bom, a Canaã terrestre e sobretudo a Canaã celestial?

Ellen White, nos seus escritos, NUNCA disse que o leite não é um alimento (se o fizesse, estaria em TOTAL CONTRADIÇÃO com o que a Bíblia diz), mas apenas que ele deveria ser descartado nos últimos dias, não por deixar de ser um alimento em si, mas devido às "doenças [que] aumentam nos animais". Reparem em algumas das suas afirmações (minha ênfase em maiúsculas):

"Comidas apetecíveis e sãs para uma pessoa, podem ser desagradáveis e mesmo nocivas para outra. Alguns não podem usar LEITE, ao passo que OUTROS TIRAM BOM PROVEITO DELE. Pessoas há que não conseguem digerir ervilhas e feijão; para outros, eles são saudáveis. Para uns as preparações de cereais integrais são boas, enquanto outros não as podem ingerir." (A Ciência do Bom Viver, págs. 319 e 320). Se algumas pessoas podem tirar "bom proveito" do leite, então é porque ele é um alimento adequado, pelo menos para alguns seres humanos, sim ou não? E, nesta passagem, ela fala do leite no contexto de outros alimentos - "comidas", "ervilhas e feijão" e "cereais integrais". Se "alguns não podem usar leite", isso deve-se a CAUSAS SEMELHANTES que fazem com que outras pessoas também não consigam "digerir ervilhas e feijão", nem "podem ingerir" "preparações de cereais". Em momento algum ela dá a entender que o leite não pode ser usado porque... só é apropriado para vitelos e bezerros!

"O leite que se usa deve ser perfeitamente esterilizado; com esta precaução, há menos perigo de contrair doenças por seu uso. A manteiga é menos nociva quando comida no pão do que empregada na cozinha; mas, em regra, melhor é dispensá-la inteiramente. O QUEIJO é ainda mais objetável; É TOTALMENTE IMPRÓPRIO COMO ALIMENTO." (A Ciência do Bom Viver, pág. 302 da edição online)

"Os que residem em países novos, ou em distritos pobres, onde são escassas as frutas e as nozes, NÃO DEVIAM SER INCITADOS A EXCLUIR O LEITE E OS OVOS DO SEU REGIME DIETÉTICO. É verdade que pessoas de físico forte e em quem as paixões são vigorosas precisam evitar o uso de comidas estimulantes. Especialmente nas famílias de crianças dadas a hábitos sensuais, os ovos não devem ser usados. Mas NO CASO DE PESSOAS CUJOS ÓRGÃOS PRODUTORES DO SANGUE SÃO FRACOS — especialmente se não se podem obter outros alimentos que forneçam os elementos necessários — LEITE E OVOS NÃO DEVIAM SER DE TODO ABANDONADOS. Grande cuidado, no entanto, deve ser exercido para que o leite seja de vacas sãs, e da mesma maneira os ovos venham de aves sadias e bem alimentadas e cuidadas; e os ovos sejam preparados de modo a serem facilmente digeridos.

A reforma dietética deve ser progressiva. À MEDIDA QUE AS DOENÇAS AUMENTAM NOS ANIMAIS, O USO DE LEITE E OVOS SE TORNARÁ CADA VEZ MENOS LIVRE DE PERIGO. Deve-se fazer um esforço para os substituir com outras coisas que sejam saudáveis e baratas. O POVO DE TODA A PARTE DEVE SER ENSINADO A COZINHAR SEM LEITE E OVOS, isso o quanto possível, fazendo não obstante comida saudável e gostosa." (A Ciência do Bom Viver, pág. 320 da edição online)

E a declaração seguinte é mesmo muito forte:

"Abstendo-se de LEITE, ovos e manteiga, alguns deixaram de prover ao organismo o ALIMENTO NECESSÁRIO e, em consequência, se enfraqueceram e ficaram incapacitados para o trabalho. ASSIM É QUE A REFORMA DA SAÚDE PERDE O SEU PRESTÍGIO. A obra que temos procurado construir solidamente, acaba confundida com COISAS ESTRANHAS QUE DEUS NÃO EXIGIU, e as energias da igreja são desperdiçadas. Mas Deus intervirá para evitar os resultados de IDEIAS TÃO EXTREMADAS. O evangelho tem por alvo harmonizar a raça pecaminosa. O seu fim é levar ricos e pobres, conjuntamente, aos pés de Jesus. Tempo virá em que TALVEZ TENHAMOS QUE DEIXAR ALGUNS DOS ARTIGOS de que se compõe o nosso atual regime, tais como LEITE, NATA E OVOS, mas não é necessário provocar perplexidade para nós mesmos com RESTRIÇÕES EXAGERADAS E PREMATURAS. Esperemos até que AS CIRCUNSTÂNCIAS O EXIJAM e O SENHOR PREPARE O CAMINHO PARA ISSO." (Conselhos para a Igreja, pág. 242 da edição online). Com declarações como estas, MUITO DIFICILMENTE se poderá dizer que Ellen White foi dogmática quanto à utilização do leite como alimento, e muito menos que ela foi fanática como alguns dos seus supostos seguidores o são!

Convém NUNCA esquecermos que "o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo" (Romanos 14:17), ou seja, NINGUÉM ganha a salvação por ter um regime dietético 'puro' na "comida" e na "bebida", pois a salvação é um DOM GRATUITO DE DEUS que nos traz "justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo". O nosso regime dietético NÃO É A CAUSA da nossa salvação, mas sim UMA CONSEQUÊNCIA da mesma!

ARGILA

Se o leite é, como disse, frequentemente "diabolizado" (sem razão, como vimos!), já a argila é elevada, por alguns, quase à categoria de "remédio santo" para todas as doenças! Já há mais de 20 anos que tomei a resolução de consultar, na época, o Index dos Escritos de Ellen White para saber o que ela referia quanto ao poder "milagroso" da argila, apenas para descobrir que a serva do Senhor é TOTALMENTE SILENCIOSA quanto aos supostos efeitos terapêuticos da argila! Se a argila é assim tão boa, não acham que Deus revelaria isso mesmo através da Sua mensageira, da mesma forma que lhe revelou tantas outras coisas?

Mas há mais! A única REFERÊNCIA SIGNIFICATIVA que encontrei, na época, para a palavra inglesa "clay" (que pode ser traduzida por argila, barro ou lodo) foi o episódio em que Jesus curou um cego de nascença, relatado unicamente em João 9. Alguns servem-se precisamente deste episódio para "provarem" que a argila tem efeitos curativos! Mas REPAREM BEM no que Ellen White escreveu sobre isso: "ERA CLARO QUE NÃO HAVIA PODER DE CURAR NO LODO, ou no tanque em que o cego foi mandado lavar-se, mas que A VIRTUDE RESIDIA EM CRISTO." (O Desejado de Todas as Nações, pág. 332 da edição online; minha ênfase em maiúsculas).

MEDICINAS ALTERNATIVAS

Só este assunto mereceria um artigo inteiro dedicado a ele, mas como existe um livro MUITO BOM escrito sobre isso, recomendo-o vivamente. O seu título já diz tudo: "Medicina Alternativa - A Armadilha Dourada", publicado pela CASA (Casa Publicadora Brasileira): http://www.cpb.com.br/…/medicina-alternativa,-a-armadilha-d…

CURA MENTAL

Muitos, hoje em dia, mesmo entre o professo povo de Deus, consideram que as chamadas "ciências da mente" habilitam aqueles que as estudaram a estarem mais bem equipados para solucionar ou, quando muito, a minorar os problemas psicológicos com que é afetada a esmagadora maioria dos nossos contemporâneos! Contudo, essa NÃO É A VISÃO que a "pena" inspirada nos deixou! Bem pelo contrário! Aqui ficam algumas das suas CLARAS ADVERTÊNCIAS (minha ênfase em maiúsculas):

"UMA FORMA DE CURA MENTAL existe, entretanto, que é um dos mais eficazes meios para o mal. Mediante ESSA CHAMADA CIÊNCIA, a mente de uns é submetida ao domínio de uma outra, de modo que a individualidade do mais fraco imerge na do espírito mais forte. Uma pessoa executa a vontade de outra. Pretende-se assim poder mudar o curso dos pensamentos, comunicar impulsos que promovem a saúde, e habilitar o doente a resistir e vencer a doença.

Esse método de cura tem sido empregado por pessoas que ignoravam a sua natureza e tendências reais, e que acreditavam ser ele um modo de beneficiar os doentes. Mas A ASSIM CHAMADA CIÊNCIA BASEIA-SE EM FALSOS PRINCÍPIOS. É ESTRANHA À NATUREZA E PRINCÍPIOS DE CRISTO. Ela não conduz Àquele que é vida e salvação. Aquele que atrai as mentes para si leva-as a separar-se da verdadeira Fonte da sua força.

Não é desígnio de Deus que nenhuma criatura humana submeta a mente e a vontade ao domínio de outra, tornando-se um instrumento passivo em suas mãos. Ninguém deve fundir a sua individualidade na de outrem. NÃO DEVE CONSIDERAR NENHUM SER HUMANO COMO FONTE DE CURA. A SUA CONFIANÇA DEVE ESTAR EM DEUS. Na dignidade da varonilidade que lhe foi dada pelo Senhor, DEVE SER POR ELE PRÓPRIO DIRIGIDO, E NÃO POR NENHUMA INTELIGÊNCIA HUMANA.

Deus deseja pôr os homens em direta relação com Ele. Em todo o Seu trato com as criaturas, reconhece o princípio da responsabilidade individual. Busca estimular o senso da dependência pessoal, e impressioná-los com a necessidade de direção própria, isto é, individual. DESEJA PÔR O HUMANO EM LIGAÇÃO COM O DIVINO, A FIM DE QUE OS HOMENS SEJAM TRANSFORMADOS À DIVINA SEMELHANÇA. Satanás trabalha para impedir este desígnio.
Procura fomentar a confiança nos homens. Quando a mente é desviada de Deus, o tentador pode colocá-la sob o seu domínio. Pode governar a humanidade.

A teoria de uma mente reger outra teve origem em satanás, a fim de se introduzir como o obreiro principal, para pôr a filosofia humana onde se devia encontrar a divina. De todos os erros que estão encontrando aceitação entre cristãos professos, não há engano mais perigoso, nenhum mais propício a separar infalivelmente o homem de Deus do que esse. Por inocente que pareça, ao ser exercido sobre os pacientes, tende para a sua destruição, e não para o seu restabelecimento. Abre uma porta através da qual satanás entrará para tomar posse tanto da mente que se entrega ao domínio de outra como da que a domina.

Terrível é o poder assim entregue a homens e mulheres maldosos. Que oportunidade proporciona isso aos que vivem de se aproveitar das fraquezas e tolices dos outros! Quantos, por meio do poder exercido sobre mentes fracas ou enfermas, encontrarão meio de satisfazer cobiçosas paixões ou ganâncias de lucro!

Existe alguma coisa melhor a fazermos do que dominar a humanidade pela humanidade. O MÉDICO DEVE EDUCAR O POVO A VOLVER O OLHAR DO HUMANO PARA O DIVINO. Em lugar de ensinar o enfermo a confiar em criaturas humanas quanto à cura da alma e do corpo, deve dirigi-lo Àquele que é capaz de salvar perfeitamente a todos quantos a Ele se chegam. AQUELE QUE FEZ A MENTE DO HOMEM SABE O QUE ELA NECESSITA. UNICAMENTE DEUS É QUEM PODE CURAR. Aqueles que se acham doentes da mente e do corpo têm de ver em Cristo o restaurador.

“Porque Eu vivo”, diz Ele, “vós vivereis”. João 14:19. Esta é a vida que nos cumpre apresentar aos doentes, dizendo-lhes que, se tiverem fé em Cristo como restaurador, se com Ele cooperarem, obedecendo às leis da saúde, e se esforçando por aperfeiçoar a santidade em Seu temor, Ele lhes comunicará Sua vida. Quando por essa maneira lhes apresentamos a Cristo, estamos transmitindo um poder e uma força de valor, porquanto vêm de cima. ESTA É A VERDADEIRA CIÊNCIA DA CURA DO CORPO E DA ALMA." (A Ciência do Bom Viver, págs. 96 e 97 da edição online)

"Por milhares de anos satanás tem estado a fazer experiências com as características da mente humana, e aprendeu a conhecê-la bem. POR SUA SUBTIL ATUAÇÃO NESTES ÚLTIMOS DIAS, ele está vinculando a mente humana à dele próprio, impregnando-a dos seus pensamentos. E está fazendo essa obra de modo tão ilusório que, os que lhe aceitam a guia, não sabem que estão sendo levados por ele, a seu bel-prazer. O grande enganador espera confundir a mente dos homens e mulheres de tal maneira que não seja ouvida nenhuma outra voz senão a dele.

Nestes dias em que tantas vezes O CETICISMO E A DESCRENÇA SE APRESENTAM COM ROUPAGENS CIENTÍFICAS, precisamos guardar-nos de todo o lado. Por esse meio o nosso grande adversário está enganando a milhares, e levando-os cativos segundo a sua vontade. TREMENDA É A VANTAGEM QUE ELE TIRA DAS CIÊNCIAS — CIÊNCIAS RELATIVAS À MENTE HUMANA [como a psicologia e a psiquiatria]. Aí ele, à semelhança da serpente, insinua-se imperceptivelmente para corromper a obra de Deus.

Essa penetração de satanás mediante as ciências é bem planeada. Por meio da frenologia, DA PSICOLOGIA e do mesmerismo, ele vem mais diretamente ao povo desta geração [pergunto: QUAL geração? Reparem que a resposta vem JÁ A SEGUIR...], e opera com aquele poder que lhe deve caracterizar os esforços, [QUAL geração?] PERTO DO TEMPO DO ENCERRAMENTO DO TEMPO DA GRAÇA. A mente de milhares tem sido assim envenenada, e conduzida à descrença.

Enquanto se crê que uma mente humana afeta tão maravilhosamente outra, satanás, que está pronto a aproveitar-se de toda a vantagem, insinua-se e opera à direita e à esquerda. E ao passo que os que são devotados a essas ciências louvam-nas até às nuvens por causa das grandes e boas obras que afirmam ser operadas por elas, mal sabem eles que poder para o mal estão nutrindo; é, no entanto, UM PODER QUE AINDA OPERARÁ COM TODOS OS SINAIS E PRODÍGIOS DE MENTIRA — COM TODO O ENGANO DA INJUSTIÇA. Note a influência dessas ciências, querido leitor, pois o conflito entre Cristo e Satanás ainda não terminou." (Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1, págs. 18, 19 e 20)

Alguns querem fazer crer que esta "psicologia" que EGW condena era a psicologia do seu tempo, que, entretanto, muito evoluiu até se ter tornado hoje numa "ciência de pleno direito"! Nada poderia, entretanto, ser MAIS FALSO! Porquê? Porque a "geração" à qual satanás "vem mais diretamente" é, segundo EGW, a "geração" que viverá "perto do tempo do encerramento do tempo da Graça"!

Pergunto: que "geração" é essa: a de EGW ou a nossa hoje? Para bom entendedor... está TUDO dito, sim ou não?

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quinta-feira, 5 de maio de 2016

O ESPINHOSO DILEMA DO RELACIONAMENTO COM OS ÍMPIOS

(...) Essas questões podem ser resumidas, basicamente, desta forma: como não fazer amizades com aqueles que pretendemos ganhar para o Evangelho, ou para a Salvação em Cristo Jesus? E, de forma mais subtil, talvez uma outra questão esteja subjacente: como ousou Ellen White aconselhar Moisés Hull a não fazer amizade com espíritas, se estes também devem ser ganhos para Cristo?

Certamente que muitos adventistas do sétimo dia já leram esta bem conhecida declaração de EGW:

"Unicamente o método de Cristo trará verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: “Segue-Me.” João 21:19." (A Ciência do Bom Viver, pág. 143)

E a grande questão que então surge, é exatamente esta: NÃO DEVEMOS NÓS, COMO SEGUIDORES DE JESUS CRISTO, SEGUIR O SEU EXEMPLO, tanto mais que nos é revelado que "unicamente o método de Cristo trará VERDADEIRO ÊXITO no aproximar-se do povo"?

(...), a Revelação contém, APARENTEMENTE, grandes contradições! Pessoalmente, quero deixar BEM CLARO que eu NÃO ACREDITO que a Revelação contenha a MÍNIMA CONTRADIÇÃO! Porquê? Porque a Verdade NUNCA se pode contradizer, e se a Revelação nos foi dada pelo GRANDE "EU SOU" (ver: Êxodo 3:14 e João 8:58) - que é "o caminho, E A VERDADE, e a vida" (João 14:6), então ela NÃO PODE CONTER NENHUMA CONTRADIÇÃO! Este é um dos FUNDAMENTOS da minha fé do qual eu NÃO QUERO ABDICAR NUNCA!

Contudo, se É VERDADE que "unicamente o método de Cristo trará verdadeiro êxito no aproximar-se do povo", e se esse MÉTODO DE CRISTO, consiste em "[misturar-se] com os homens como uma pessoa que lhes [deseja] o bem", "[manifestar] simpatia por eles" e até "[ministrar-lhes] às necessidades", NÃO É MENOS VERDADE que a Bíblia nos diz igualmente isto:

"Bem-aventurado o homem que NÃO ANDA no conselho dos ímpios, NÃO SE DETÉM no caminho dos pecadores, NEM SE ASSENTA na roda dos escarnecedores." (Salmos 1:1; minha ênfase em maiúsculas). Pedro, o apóstolo do Senhor Jesus Cristo, certamente seguiu estes passos - ANDOU, SE DETEVE e finalmente SE ASSENTOU - entre aqueles diante de quem negou que conhecia o seu Mestre (ver: Lucas 22:54-60, especialmente o versículo 55).

"Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus. Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo;" (Provérbios 4:14-15)

E, "por incrível que possa parecer", tal admoestação para não entrarmos "na vereda dos perversos, nem [a seguirmos] pelo caminho dos maus" É EXTENSÍVEL a irmãos na fé:

"Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que VOS APARTEIS de todo O IRMÃO que ANDE DESORDENADAMENTE [o que quereria o apóstolo Paulo dizer com esta frase: "andar desordenadamente"? Já irão ver...] e não segundo a tradição que de nós recebestes; pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós; não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes. Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Pois, de fato, estamos informados de que, ENTRE VÓS, HÁ PESSOAS QUE ANDAM DESORDENADAMENTE, NÃO TRABALHANDO; antes, SE INTROMETEM NA VIDA ALHEIA. [Meu comentário: claro, se não trabalham, têm tempo para se intrometer na vida alheia!] A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranquilamente, comam o seu próprio pão. E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epístola, notai-o; NEM VOS ASSOCIEIS COM ELE, para que fique envergonhado. Todavia, NÃO O CONSIDEREIS POR INIMIGO, MAS ADVERTI-O COMO IRMÃO." (2 Tessalonicenses 3:6-15; minha ênfase em maiúsculas). Tais pessoas "que andam desordenadamente, não trabalhando" antes intrometendo-se "na vida alheia", não devem ser consideradas como nossas inimigas, mas advertidas como irmãos; contudo, somos aconselhados a NOS APARTARMOS e a NÃO NOS ASSOCIARMOS com tais pessoas! Forte, não é? Mas é... o que ESTÁ ESCRITO!

"Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, NÃO O RECEBAIS EM CASA, NEM LHE DEIS AS BOAS-VINDAS. Porquanto AQUELE QUE LHE DÁ AS BOAS-VINDAS FAZ-SE CÚMPLICE DAS SUAS OBRAS MÁS." (2 João 1:9-11; minha ênfase em maiúsculas). Não estivesse isto escrito na Bíblia, e confesso-vos que eu NUNCA teria a coragem de dizer isto fosse a quem fosse, muito menos de o escrever publicamente!

E, por último, partilho convosco um CONSELHO da autoria do apóstolo Paulo, e que é DEVERAS SIGNIFICATIVO:

"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. POR ISSO, RETIRAI-VOS DO MEIO DELES, SEPARAI-VOS, diz [diz QUEM? O apóstolo Paulo? Não!] o Senhor; NÃO TOQUEIS EM COISAS IMPURAS; e EU VOS RECEBEREI, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso." (2 Coríntios 6:14-18; minha ênfase em maiúsculas). Repararam bem?
QUANDO é que o Senhor promete que nos receberá, que será o nosso "Pai" e nós seremos considerados por Ele como "filhos e filhas"? DEPOIS de nós fazermos algo! O QUÊ? Depois de nós nos "[retirarmos] do meio deles", de nos "[separarmos]"! Separarmos... DE QUEM? Resposta: dos "INCRÉDULOS"! Se não repararam bem, então leiam novamente e... DE PREFERÊNCIA... com as vossas próprias Bíblias abertas!

Agora, perante o que ESTÁ ESCRITO, cada um que MEDITE no que acabou de ler, e PEÇA AO SENHOR SABEDORIA PARA ENTENDER O QUE LEU (ver: Tiago 1:5-8), pois considero que o Espírito Santo será MUITO MAIS EFICAZ EM CONVENCER-VOS do que eu próprio o seria alguma vez!

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A prioridade de Deus

Desde o começo do tempo, a prioridade número um de Deus tem sido proteger a nossa liberdade e a nossa felicidade. Quando Deus ordenou Moisés a conduzir os israelitas para fora do Egipto, que Lhes prometeu Ele? Lê Êxodo 6:6.

Enquanto eles confiaram no Senhor, eles viveram em liberdade. Mas vez após vez Israel escolheu voltar as costas a Deus. E na Sua justiça, Deus honrou a sua liberdade de escolher, apesar de Ele desejar algo melhor para eles. Ao tornarem-se escravos do pecado, eles também perderam a sua liberdade pessoal. 

As seguintes referências bíblicas falam sobre a mais importante liberdade de todas – a liberdade de não pecar.

Salmos 119:45 «Andarei em liberdade; pois busquei os teus preceitos.»
II Coríntios 3:17 «Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.»
Romanos 6:18 «E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.» 
Gálatas 5:1 «Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou.»

O que é mais importante para ti?

Liberdade da opressão do governo.
Liberdade da escravidão do pecado.
Liberdade para fazeres tudo o que quiseres.

Olhemos dois tipos diferentes de liberdade: civil e espiritual. Para muitos, a liberdade de escolher uma ocupação, viajar, iniciar um negócio, e até discordar do governo é tida como certa. Muitos nunca tiveram de viver sob um governo opressivo. Mas todos nós temos de lidar com o pecado e a sua opressão sobre as nossas vidas.

A liberdade é importante para Deus. A fim de preservarmos a nossa liberdade, Ele provê certas restrições, mas Ele também nos dá a escolha de decidir pró ou contra a salvação. Que decides tu?
«Nenhum homem é livre se não for dono de si mesmo.» (Epictetus).

«Embora a recompensa final seja dada na vinda de Cristo, o serviço feito de coração a Deus traz recompensa ainda nesta vida. O obreiro terá de enfrentar obstáculos, oposição e doloroso desânimo. Ele poderá não ver o fruto do seu labor. Mas em face a tudo isso ele encontra uma abençoada recompensa no seu trabalho.» (Advent Review and Sabbath Herald, 11 de Julho de 1912).

«Os que trabalham para o bem dos outros estão trabalhando em união com os anjos celestiais. Têm o seu companheirismo constante, o seu ministério incessante. Anjos de luz e poder estão sempre perto deles para os proteger, confortar, curar, instruir, inspirar. Pertence-lhes a mais elevada educação, a mais verdadeira cultura, o mais exaltado serviço possível a seres humanos neste mundo.» (Obreiros Evangélicos, p. 515).

«Só gozamos completamente o prazer que damos.» (Alexandre Dumas).

Lembra-te que a nossa vela não perde nada da sua luz por acendermos outra vela com ela – e outra – e outra ainda. Isto é, uma infinidade delas.

«Cada dever cumprido, cada sacrifício feito em nome de Jesus, traz uma enorme recompensa. O próprio acto do dever, em si mesmo, fala e dá a sua bênção.» (Testimonies for the Church, vol. 4, p. 145)

segunda-feira, 2 de maio de 2016

ANGÚSTIA versus LIBERTAÇÃO

Muitas vezes a história (quer de indivíduos quer de povos) tem demonstrado que, momentos de grande tensão, angústia e até de algum desespero, têm PRECEDIDO momentos de grande libertação! A história bíblica está cheia desses exemplos (mencionarei apenas alguns):

- comecemos pelo princípio: quando Adão e Eva pecaram, "ondas" de grande angústia começaram a invadir os seus corações e almas, o ambiente no próprio jardim do Éden começou a parecer-lhes diferente e o seu próprio comportamento mudou radicalmente (ver: EGW, Patriarcas e Profetas, nova edição da Publicadora Servir, pág. 34). E quando finalmente ouviram a voz de Deus ecoar pelo jardim, essa angústia pareceu-lhes atingir o seu clímax! Para eles só havia uma "solução": fugir de Deus! E foi o que fizeram - fugiram da presença do Único que lhes poderia trazer esperança! Contudo, Deus foi ao encontro deles e quando eles pensaram que tudo estava perdido e que não haveria nenhuma outra solução para eles a não ser a predita e anunciada morte (eterna), eis que eles ouvem Deus dirigir-se à serpente e fazer-lhe um tipo de declaração de guerra (Génesis 3:15), anunciando que Alguém viria a este mundo e iria ferir mortalmente a cabeça da serpente! Por outras palavras, era como se Deus estivesse a dizer à serpente (satanás): conseguiste enganar a Eva e a Adão, levando-os assim à derrota, mas virá Alguém lutar contigo e vencer-te-á! Quando Adão e Eva ouviram isso, certamente que um enorme raio de esperança iluminou os seus despedaçados e angustiados corações! A extrema angústia por que eles passaram PRECEDEU o anúncio da maior libertação jamais anunciada à Humanidade - o plano da salvação!

- quando Jacó soube, através dos seus mensageiros, que o seu irmão Esaú vinha ao seu encontro com quatrocentos homens (Génesis 32:6), diz o texto bíblico que "então, Jacó teve medo e se perturbou" (v. 7). Contudo este momento de grande angústia na vida de Jacó (talvez o pior de todos, porque ele temeu não apenas pela sua própria vida, mas igualmente pela vida das suas mulheres e filhos - ver versículo 11), PRECEDEU a mais sublime experiência da sua vida - a sua inteira conversão ao Senhor, a experiência da salvação (pois ele próprio disse: "Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva" - v. 30), experiência essa que lhe valeu um novo nome - Israel (v. 28) - nome esse que iria ter um profundo valor simbólico em toda a restante história bíblica do povo de Deus.

- quando o povo de Israel, depois de ter saído do Egito (dirigindo-se para sul, ao longo do mar Vermelho), se encontrava numa posição aparentemente sem saída - porque tinham uma cordilheira pela frente, o enormíssimo deserto do Sara do seu lado direito, o mar Vermelho do seu lado esquerdo e o exército egípcio atrás deles - diz o texto bíblico que eles "temeram muito" (Êxodo 14:10). Contudo, essa extrema angústia deles PRECEDEU uma enorme libertação - a passagem a seco pelo mar Vermelho! Moisés, pela fé, previu essa libertação, ao anunciar isto ao povo: "Moisés, porém, respondeu ao povo: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR que, hoje, vos fará; porque os egípcios que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver" (Êxodo 14:13).

- quando, depois dos assírios (liderados pelo seu rei Salmaneser) terem conquistado Samaria (a capital do reino do norte) no ano 722 a. C. (2 Reis 18:9-12), cerca de oito anos depois um outro rei assírio, Senaqueribe, "subiu... contra todas as cidades fortificadas de Judá e as tomou" (2 Reis 18:13). Os assírios tinham conquistado todo o reino do norte e praticamente todo o reino do sul - só faltava a cidade de Jerusalém. Quando ele pensava que a conquista de Jerusalém "eram favas contadas" e, por isso, afrontou o rei Ezequias e, pior do que tudo, o próprio Deus (2 Reis 18:19-37), eis que, numa só noite, o "Anjo do SENHOR" matou todos os soldados do exército de Senaqueribe - cento e oitenta e cinco mil homens (2 Reis 19:35-36). O ponto importante que quero salientar, uma vez mais, é que, essa grande libertação (da ameaça REAL do exército assírio) FOI PRECEDIDA de um momento de grande angústia (de Ezequias e de todo o povo de Jerusalém – 2 Reis 19:3).

- quando este mundo chegou ao ponto mais baixo de degradação espiritual e moral, procurando satanás tudo fazer para que Jesus desistisse de vir a este mundo (ver: EGW, O Desejado de Todas as Nações, nova edição da Publicadora Servir, pág. 25), eis que, no momento certo, no tempo fixado pelo próprio Céu (isto é, sem ter havido qualquer atraso!), na "plenitude do tempo, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher (o tal "descendente" predito em Génesis 3:15 que haveria de vir vencer satanás, no próprio terreno deste)" (Gálatas 4:4). Quando o mundo estava mergulhado na mais profunda angústia, eis que surge na cena da história humana Aquele que "veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lucas 19:10). Uma vez mais, a consumação de uma grande libertação PRECEDEU um tempo de grande angústia!

- e como será no final da história humana? A Bíblia afirma perentoriamente que "um tempo de angústia qual nunca houve" (Daniel 12:1) PRECEDERÁ a maior de todas as libertações trazida pelo plano da redenção - a vinda gloriosa do nosso Senhor Jesus Cristo ("a bendita esperança" (Tito 2:13) de todo o crente).

Por que é importante nos recordarmos destes exemplos da história bíblica? Por uma razão muito simples: porque aquilo que se passou no passado com indivíduos e povos, pode muito bem suceder (e sucede frequentemente!) a cada um de nós HOJE, a saber, um momento de grande angústia pelo qual possamos estar ou vir a passar PODE MUITO BEM SER O INDÍCIO DE QUE UMA GRANDE LIBERTAÇÃO ESTARÁ PARA CHEGAR ÀS NOSSAS VIDAS!

Salomão escreveu isto: "O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós!" (Eclesiastes 1:9-10).

Pensemos e meditemos sobre isto e acima de tudo não fujamos (como fizeram Adão e Eva) do Único que nos pode trazer essa mesma libertação!

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quinta-feira, 28 de abril de 2016

FORAM O UNIVERSO E A TERRA CRIADOS AO MESMO TEMPO?

Segundo o relato da Criação, com que a Bíblia se inicia, “no PRINCÍPIO, criou Deus os céus e a terra.” (Génesis 1:1). Mas, pergunta fulcral: que “princípio” foi este? À primeira vista, esta pergunta poderá parecer desnecessária e, por conseguinte, até ridícula! A resposta mais óbvia parece ser uma simples redundância: o princípio é o princípio, ponto final. Certamente que deveria ser por aqui que deveríamos ficar, se a própria Bíblia não nos falasse de outros “princípios”. De facto, esses outros “princípios” parecem não ter nada a ver com este “princípio” mencionado em Génesis 1:1. Senão vejamos:

Disse Jesus: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o PRINCÍPIO e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8:44).

“Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o PRINCÍPIO. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.” (1 João 3:8).

Segundo o relato da Criação (em Génesis 2), assim que Deus criou Adão deu-lhe IMEDIATAMENTE uma ordem para não comer do fruto de uma determinada árvore que havia no jardim do Éden: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o Senhor Deus lhe deu esta ordem (1):

De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Génesis 2:15-17).

 Fácil nos é compreender que, se Deus deu esta ordem a Adão (ainda antes da criação de Eva), é porque o diabo já era um inimigo declarado de Deus e, se estava presente no jardim do Éden, é porque já tinha sido “atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Apocalipse 12:9)!

Ou seja, os acontecimentos que rodearam a criação deste mundo e de Adão e Eva, tiveram claramente lugar NUM TEMPO POSTERIOR à expulsão de satanás e dos seus anjos do céu.

Ora, se a criação deste mundo e de Adão e Eva ocorreram após a expulsão de satanás do céu, com muito maior legitimidade podemos então afirmar que a criação da terra e da raça humana ocorreram MUITO DEPOIS da criação de Lúcifer, uma vez que, também ele, foi criado por Deus (o texto de Ezequiel 28:15, referindo-se a satanás, afirma: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que FOSTE CRIADO até que se achou iniquidade em ti.”).
Ou seja, uma primeira conclusão podemos já retirar: o Deus Criador trouxe à existência seres criados em DIFERENTES MOMENTOS, no tempo! Mas há mais…

Não só foram satanás, e provavelmente outros anjos, criados MUITO ANTES de Deus ter criado este planeta Terra e os seus habitantes, mas outros seres (não angélicos) foram também criados ANTES desta terra e dos seus habitantes terem vindo à existência! É o que nos diz o próprio Deus, numa série de perguntas que colocou ao Seu servo Jó para levar este a cair em si e a reconhecer a Sua autoridade suprema sobre todas as coisas: “Onde estavas tu, quando Eu lançava os fundamentos da terra (2)?

Diz-mo, se tens entendimento. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular, quando as estrelas da alva [entenda-se: anjos], juntas, alegremente cantavam e rejubilavam todos os filhos de Deus?” (Jó 38:4-7).

Quem eram estes “filhos de Deus”, aqui mencionados, que “rejubilavam”, se os próprios “fundamentos da terra” ainda estavam a ser lançados? Seres humanos? De forma alguma, uma vez que estes só foram criados depois da terra ter sido fundada! A única resposta plausível é que se tratavam de seres, também eles, obviamente, criados por Deus, mas que JÁ EXISTIAM aquando da criação desta terra e dos seus habitantes! Foi tudo criado por Deus ao mesmo tempo? A resposta a esta pergunta agora parece-nos óbvia: Não! Mas ainda há mais…

Um fabuloso texto que encontramos no livro de Provérbios vem, de forma clara e definitiva, encerrar este assunto e esclarecer, uma vez por todas, a nossa questão inicial (as palavras em maiúsculas têm a função de realçar o assunto que estamos a tentar compreender):

“O Senhor me possuía no início da Sua obra, antes das suas OBRAS MAIS ANTIGAS. Desde a eternidade fui estabelecida (3), desde O PRINCÍPIO, ANTES DO COMEÇO DA TERRA. Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas. Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci. AINDA ELE NÃO TINHA FEITO A TERRA, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo. QUANDO ELE PREPARAVA OS CÉUS, aí estava eu;” (Provérbios 8:22-27).

Conclusões óbvias a retirar deste texto:
1ª) Há “OBRAS MAIS ANTIGAS” do que outras, o que significa claramente que Deus não criou tudo ao mesmo tempo, mas foi antes criando diferentes obras em diferentes épocas, no tempo;

2ª) O “PRINCÍPIO” aqui referido nesta passagem bíblica refere-se claramente a uma época que existiu “ANTES DO COMEÇO DA TERRA”. Daí que possamos inferir que o “princípio” mencionado em Génesis 1:1 pode não se referir, necessariamente, ao “começo [desta] terra”;

3ª) O texto refere ainda que “AINDA ELE NÃO TINHA FEITO A TERRA” quando já “PREPARAVA OS CÉUS”. Pelo paralelismo típico da literatura hebraica (sobretudo na chamada literatura poética e sapiencial, de que o livro de Provérbios é um exemplo), podemos colocar em paralelo as seguintes expressões:

“antes do começo da terra” = “ainda Ele não tinha feito a terra”
e
“[as] suas obras mais antigas” = “quando Ele preparava os céus”
e concluir que a criação dos céus ocorreu ANTES da criação da terra, uma vez que a criação dos “céus” aparece na categoria das “Suas obras mais antigas”.

Conclusões finais:
O texto de GÉNESIS 1:1, à luz de outros textos bíblicos, pode assim ser facilmente compreendido como sendo uma referência genérica à CRIAÇÃO DO UNIVERSO, assim como à criação de um primeiro “esboço” da terra (“esboço” esse que corresponde à “terra… sem forma e vazia”, mencionado no versículo 2).

O universo foi, todo ele, criado por Deus (ver: Hebreus 11:3), mas numa época ANTERIOR à criação deste planeta Terra em que habitamos. E tal conclusão, longe de pôr em causa qualquer princípio de fé bíblico, reforça antes a nossa compreensão do Deus que a Bíblia nos apresenta.

Pensemos no seguinte: acreditamos nós que Deus é simultaneamente um Deus eterno e um Deus criador? Para qualquer cristão bíblico, a resposta é clara e óbvia: SIM! Então, se Deus é um Deus criador e ao mesmo tempo um Deus eterno, não fará muito mais sentido acreditar que Ele foi manifestando o Seu poder criador ao longo dos séculos e milénios da Eternidade? Certamente que sim, tanto mais que é ISSO MESMO que a Bíblia nos revela!

Uma última pergunta: faz algum sentido aceitar que possam existir estrelas que emitem a sua luz há milhares, milhões ou mesmo biliões de anos? Respondo com outra pergunta: o que é que são esses milhares, milhões ou biliões de anos, comparados com A ETERNIDADE DE DEUS? Daí que a expressão contida em Génesis 1:16 (“e fez também as estrelas”) não faça muito sentido no contexto da criação desta terra! De facto, essa expressão não aparece nos manuscritos mais antigos e terá sido, por isso, segundo alguns estudiosos bíblicos, adicionada por um escriba no decorrer de um trabalho de cópia, talvez por esse escriba considerar que, nesse texto, seria provavelmente o melhor local para se falar da criação das estrelas, cuja referência lhe parecia estar omissa (e provavelmente estaria mesmo!).

“Foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem”? Sem dúvida alguma que sim! Mas o autor da epístola aos Hebreus, o apóstolo Paulo, diz-nos (em Hebreus 11:3) que é “pela fé” que “entendemos” essa realidade, o que pressupõe que tal conhecimento ultrapassa qualquer paradigma meramente racional e/ou científico.

(4). É pela fé que entendemos, e não apenas pela razão, porque a razão aqui torna-se claramente INSUFICIENTE para apreendermos a globalidade das obras criadas por um Deus omnipotente!

Mas uma coisa podemos saber e compreender de forma racional: Deus NÃO CRIOU TUDO AO MESMO TEMPO, porque sendo Ele simultaneamente Eterno e Criador, foi manifestando em diferentes épocas sucessivas o Seu Poder Criador. Eu assim o creio, PORQUE A BÍBLIA O DIZ!
NOTAS:

(1) “Esta ordem” mostra como Deus tinha criado seres moralmente livres. Afinal de contas, se não tivessem a possibilidade de desobedecer, porquê adverti-los?

(2) Certamente que a “terra” aqui mencionada se refere ao nosso planeta Terra!

(3) Referência à Sabedoria, que Ellen White afirmou tratar-se da pessoa de Jesus Cristo:

"O Senhor Jesus Cristo, o divino Filho de Deus, existiu desde a eternidade, como pessoa distinta, mas um com o Pai. Era Ele a excelente glória do Céu. Era o Comandante dos seres celestes, e a homenagem e adoração dos anjos era por Ele recebida como de direito. Isto não era usurpação em relação a Deus. “O Senhor Me possuiu no princípio de Seus caminhos”, declara Ele, “e antes de Suas obras mais antigas. Desde a eternidade, fui ungida; desde o princípio, antes do começo da Terra. Antes de haver abismos, fui gerada; e antes ainda de haver fontes carregadas de águas. Antes que os montes fossem firmados, antes dos outeiros, eu fui gerada. Ainda Ele não tinha feito a Terra, nem os campos, nem sequer o princípio do pó do mundo. Quando Ele preparava os céus, aí estava eu; quando compassava ao redor a face do abismo.” Provérbios 8:22-27." (EGW, Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 247, da edição online)

"O Soberano do Universo não estava só em Sua obra de beneficência. Tinha um companheiro — um cooperador que poderia apreciar Seus propósitos, e participar de Sua alegria ao dar felicidade aos seres criados. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus”. João 1:1, 2. Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai — um em natureza, caráter, propósito — o único ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus. “O Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz”. Isaías 9:6. Suas “saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. Miquéias 5:2. E o Filho de Deus declara a respeito de Si mesmo: “O Senhor Me possuiu no princípio de Seus caminhos, e antes de Suas obras mais antigas. [...] Quando compunha os fundamentos da Terra, então Eu estava com Ele e era Seu aluno; e era cada dia as Suas delícias, folgando perante Ele em todo o tempo”. Provérbios 8:22-30." (EGW, Patriarcas e Profetas, pág. 8, da edição online)

(4) Isto tendo em conta que, de uma maneira geral, o paradigma científico atual não aceita nada da ordem do sobrenatural, apenas factos do mundo natural. Por conseguinte, é rejeitada liminarmente e, à partida, qualquer intervenção da fé! Contudo, não deixa de ser estranha tal assunção, pois, na prática, na base de qualquer paradigma científico a fé ou a crença em algo está presente!

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CUIDADO E ATENÇÃO PELOS ANIMAIS

Uma das formas de honrarmos o Deus Criador é respeitarmos TUDO o que existe à nossa volta e que foi criado por Ele. A Bíblia, do princípio ao fim, afirma, de forma clara e inequívoca, que Deus é o Criador de TODAS AS COISAS. É o que refere, por exemplo, este versículo: "Só Tu és Senhor; Tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e Tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus Te adora." (Neemias 9:6)
Dentre tudo aquilo que foi criado, os animais são certamente criaturas que grandemente alegram a vida do ser humano neste planeta. Pelo menos aqueles que creem em Deus e sabem que Ele é o Criador, têm essa noção na sua mente e, por isso, cuidam e respeitam os animais. É o que nos afirma o texto de Provérbios 12:10: "O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel."

A verdade contida neste texto bíblico acima citado, pode ser vista no exemplo de dois personagens bíblicos:

- na vida do JUSTO Jacó, que se preocupou com as suas crianças, mas atentou igualmente para a vida dos seus animais: "Porém Jacó lhe disse: Meu senhor sabe que estes meninos são tenros, e tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se forçadas a caminhar demais um só dia, morrerão todos os rebanhos. Passe meu senhor adiante do seu servo; eu seguirei guiando-as pouco a pouco, no passo do gado que me vai à frente e no passo dos meninos, até chegar a meu senhor, em Seir." (Génesis 33:13-14);

- na vida do PERVERSO Balaão, que, por isso mesmo, foi cruel para com a sua jumenta, espancando-a por três vezes e querendo, por último, matá-la (ver: Números 22:21-33).

O cuidado e a atenção que o SENHOR quer que tenhamos para com estas Suas criaturas é tão elevado que, no centro da Sua santa Lei, Deus deu indicação para que no Seu santo dia, o Sábado, não só os seres humanos cessassem as suas atividades regulares, mas que os animais também pudessem participar DO MESMO REPOUSO que os seres humanos: "Lembra-te do dia de Sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus; NÃO FARÁS NENHUMA OBRA, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, NEM O TEU ANIMAL, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do Sábado, e o santificou." (Êxodo 20:8-11; minha ênfase em maiúsculas)

A forma como interagimos com os animais, é certamente um GRANDE REVELADOR do nosso caráter, mostrando se pertencemos à categoria dos justos ou dos perversos! E isto é tão verdade para indivíduos, como para grupos de pessoas e sociedades inteiras.

Respeitemos, pois, os animais, mas ACIMA DE TUDO, respeitemos todas as outras criaturas da nossa própria raça (a raça humana), a única raça que foi criada à imagem e à semelhança do Deus Criador (ver: Génesis 1:26-27), MESMO QUE ELES NÃO SEJAM DIGNOS DISSO!

Afinal de contas, não nos ensina a Graça de Deus isso mesmo? Algum de nós é merecedor do Amor e da Misericórdia de Deus? Não, nenhum de nós, razão pela qual nos é dito que só podemos ser salvos pela Graça divina: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie;" (Efésios 2:8-9) Mas a Graça de Deus TAMBÉM nos ensina uma outra coisa muito importante: "Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo;" (Tito 2:11-13).



VER FONTE

SOMENTE DUAS CLASSES DE PESSOAS

A Bíblia afirma, quase no fim do último livro (das versões clássicas) do Antigo Testamento, isto:

"Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros [pergunto: não estaremos nós a ver um cumprimento desta profecia nas redes sociais de hoje? Deixo a cada um de vós a resposta!]; o SENHOR atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante d'Ele para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do Seu nome. Eles serão para Mim particular tesouro, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve. Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve." (Malaquias 3:16-18)

E Ellen White escreveu:
"Só poderá haver duas classes. Cada participante é assinalado distintamente, ou com o selo do Deus vivo, ou com o sinal da besta ou da sua imagem." — The Review and Herald, 30 de Janeiro de 1900. {EF 215.1}

"No grande conflito entre a fé e a descrença todo o mundo cristão estará envolvido. Todos tomarão partido. Aparentemente, alguns talvez não se engajem [comprometam] de um lado ou outro do conflito. Talvez não pareçam tomar partido contra a verdade, mas não se porão audazmente em campo a favor de Cristo, com receio de perder propriedades ou sofrer opróbrio. Todos esses são incluídos entre os inimigos de Cristo." — The Review and Herald, 7 de Fevereiro de 1893. {EF 215.2}

"Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a distinção entre os filhos da luz e os filhos das trevas será cada vez mais clara. Eles estarão cada vez mais em desacordo. Essa diferença é expressa nas palavras de Cristo: “nascer de novo” — criados novamente em Cristo, mortos para o mundo e vivos para Deus. São estas as paredes de separação que dividem o celestial do terreno e descrevem a diferença entre os que pertencem ao mundo e os que são escolhidos do meio dele, os quais são eleitos e preciosos à vista de Deus." — Special Testimony to the Battle Creek Church, 3. {EF 215.3}

Gostaria apenas de enfatizar TRÊS ASPETOS do que acima é citado:

1º) Pergunto: "no grande conflito ENTRE A FÉ E A DESCRENÇA todo o MUNDO CRISTÃO estará envolvido"? Parece não fazer muito sentido esta afirmação, pois não? Então como pode um conflito "entre a fé e a descrença" existir no "mundo cristão"? Então o "mundo cristão" não é, TODO ELE, supostamente CRENTE? Pois bem, NÃO! O "grande conflito entre a fé e a descrença" NÃO SERÁ um conflito entre professos cristãos e ateus e/ou agnósticos, NEM MESMO entre professos cristãos e pessoas que professam outras religiões não cristãs, o grande conflito que está precisamente diante de nós é, sim, um "GRANDE CONFLITO", "entre a fé e a descrença", mas esse "grande conflito" será vivido - aonde? - no "MUNDO CRISTÃO"! NUNCA SE ESQUEÇAM DISTO!

2º) "TODOS TOMARÃO PARTIDO"! Ninguém ficará ou poderá ficar em terreno neutro! Embora "aparentemente, alguns talvez não se [comprometam] de um lado ou outro do conflito" e, por essa razão, "talvez não pareçam tomar partido contra a verdade", o que é certo é que essas "pessoas neutras" são ou serão, nada mais, nada menos, do que "inimigos de Cristo"! NÃO SE ESQUEÇAM TAMBÉM DISTO!

3º) "Ao nos aproximarmos do fim do tempo, a distinção entre os filhos da luz e os filhos das trevas será cada vez mais clara. Eles estarão cada vez mais em desacordo." Não haverá, portanto, uma unidade entre "o mundo cristão", mas sim - o quê? - uma "distinção", que levará, consequentemente, a um "desacordo"! SOBRETUDO NÃO SE ESQUEÇAM DISTO!

Poderia a Revelação ser mais CLARA e OBJETIVA do que isto?

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O MINISTÉRIO DOS ANJOS DE DEUS

Durante toda a minha infância, adolescência, e ainda grande parte da minha juventude, havia um texto na Bíblia que me provocava alguns calafrios, para dizer o mínimo. Era o texto de 1 Pedro 5:8, que diz o seguinte: "Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;". Até que um dia, poucos meses após a minha conversão (aos 27 anos de idade), o Espírito Santo, assim creio, fez luz no meu espírito!

Foi uma descoberta tão forte e intensa, que NUNCA MAIS a poderei esquecer! É que, se até aí eu via esse versículo, escrito pelo apóstolo Pedro, como contendo uma mensagem negativa (nunca tinha, contudo, colocado em causa a total veracidade das palavras inspiradas do apóstolo, e daí a minha inquietação), a partir daí comecei a olhar para esse versículo como um versículo contendo uma mensagem MUITO POSITIVA!

Querem saber porquê? Aqui fica, então, registada a descoberta que o maravilhoso Espírito Santo me fez descobrir, através da Sua Palavra:

É que, se antes da descoberta acima referida eu tremia, sabendo que o diabo, nosso adversário, "ANDA EM [nosso] DERREDOR", depois fiquei a saber que assim é, PORQUE... "O anjo do SENHOR acampa-se AO REDOR dos que O temem e os livra." (Salmo 34:7)!

Por outras palavras, "o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge" PORQUE É OBRIGADO a andar EM DERREDOR, devido à presença do "anjo do SENHOR [que] acampa-se AO REDOR dos que O temem e os livra"!

Não fosse a proteção do "anjo do SENHOR" e o diabo NÃO andaria EM DERREDOR dos que temem o SENHOR, mas antes cairia sobre eles "para [os] devorar"!

Foi quase o que aconteceu com "sete filhos de um judeu chamado Ceva, sumo sacerdote", que eram, ou melhor, pretendiam ser "exorcistas" (Atos 19:14, 13), mas que não estavam certamente protegidos totalmente pelo "anjo do SENHOR", pois o relato bíblico diz que "o possesso do espírito maligno saltou sobre eles, subjugando a todos, e, de tal modo prevaleceu contra eles, que, desnudos e feridos, fugiram daquela casa" (Atos 19:16)!

E, o mais interessante ainda foi que, ANTES do "possesso do espírito maligno" ter saltado "sobre eles, subjugando a todos [os sete filhos de Ceva]", "o espírito maligno lhes respondeu: Conheço a Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?" (Atos 19:15). Entenderam bem qual foi a mensagem do "espírito maligno" para aqueles sete filhos de um pastor dirigente (visto que o pai deles era "sumo sacerdote"!)? "Conheço a Jesus e sei quem é Paulo"!

Por outras palavras, o que o "espírito maligno" estava claramente a ADMITIR era que, com Jesus e mesmo com o Seu servo Paulo, ele não poderia fazer o que, logo a seguir, lhes iria fazer, que foi saltar "sobre eles"! Porquê? Porque Paulo, já para não falar de Jesus, tinha uma proteção especial que aqueles sete não tinham! E que proteção tinha o apóstolo Paulo? Obviamente tinha a proteção que é assegurada pelo "anjo do SENHOR" a todos os "que O temem [a Deus]".

Esta verdade está IGUALMENTE bem evidenciada noutras partes da Escritura e, em particular, na vida de outros personagens bíblicos:

- Em 1 João 5:18 é-nos dito que "todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e O MALIGNO NÃO LHE TOCA." (minha ênfase em maiúsculas);

- Em Lucas 10:19, lemos as palavras que Jesus, Ele mesmo, proferiu (e que poderão muito bem ter servido de inspiração para aquilo que o apóstolo João escreveu no versículo supracitado): "Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo O PODER DO INIMIGO, E NADA, ABSOLUTAMENTE, VOS CAUSARÁ DANO." (minha ênfase em maiúsculas);

- Logo no início do livro de Jó (que alguns eruditos bíblicos dizem poder ser o primeiro livro bíblico a ter sido escrito, e por Moisés), é-nos apresentado um diálogo que foi travado entre "o SENHOR" e "satanás" (Jó 1:6). Em determinado momento desse diálogo, satanás, acusando Jó (que é a sua principal "especialidade" para connosco igualmente - ver: Apocalipse 12;10), deu a entender que a razão pela qual Jó era "homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal" (Jó 1:1, 8; 2:3), era porque - querem imaginar a razão apresentada por satanás? - Deus o protegia! Disse "o acusador de nossos irmãos" (Apocalipse 12:10), relativamente a Jó: "Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem?

A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra." (Jó 1:10). Sabem uma coisa?

Satanás, como Jesus bem disse, "é mentiroso e pai da mentira" (João 8:44), mas, por vezes, ele diz algumas verdades - quando estas podem servir os seus intentos malignos! E qual foi a verdade que satanás disse, referindo-se a Jó?

Pelas Escrituras, sabemos que ele disse a verdade, quando afirmou: "Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem?" Que "sebe" era essa a que satanás se referiu e que protegia não somente a Jó, mas igualmente "a sua casa" (isto é, a sua família), "e a tudo quanto [tinha]"?

Nada mais, nada menos, amigos, que a "sebe" descrita no Salmo 34:7, a saber, a proteção que "o anjo do SENHOR" coloca "AO REDOR dos que O temem";

- E o que fez o SENHOR com o Seu servo Eliseu, quando "o rei da Síria" enviou para a cidade de "Dotã", onde Eliseu vivia, "cavalos, carros e fortes tropas [que] chegaram de noite e cercaram a cidade" (2 Reis 6:8, 13-14)? "O SENHOR abriu os olhos do moço [de Eliseu], e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, EM REDOR de Eliseu" (2 Reis 6:17; minha ênfase em maiúsculas)!

Pergunto: não é a Bíblia CONSISTENTEMENTE COERENTE em todas estas passagens e relatos? Absolutamente!

À luz do que acabámos de ver, faz então sentido AFIRMAR que os anjos de Deus são, NA REALIDADE, "todos eles espíritos ministradores enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação" (Hebreus 1:13 e 14)? SE FAZ SENTIDO!

Amigos, perante estes factos, e caso sejamos pessoas que possuamos, minimamente, um espírito de GRATIDÃO, só nos resta fazer uma coisa: AGRADECERMOS DE TODO O NOSSO CORAÇÃO AO SENHOR DOS EXÉRCITOS (DE ANJOS) PELA SUA PROTEÇÃO PARA CONNOSCO!

Cultivem, POR FAVOR, um espírito de gratidão para com o nosso Criador e Redentor, pois "as misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim; RENOVAM-SE CADA MANHÃ. Grande é a Tua fidelidade." (Lamentações de Jeremias 3:22-23).

Ellen White escreveu isto:
"Todo o remido compreenderá o serviço dos anjos na sua própria vida. Que maravilha será entreter conversa com o anjo que foi a sua guarda desde os seus primeiros momentos, que lhe vigiou os passos e cobriu a cabeça no dia de perigo, que com ele esteve no vale da sombra da morte, que assinalou o seu lugar de repouso, que foi o primeiro a saudá-lo na manhã da ressurreição, e dele aprender a história da interposição divina na vida individual, e da cooperação celeste em toda a obra em prol da humanidade." (Educação, pág. 305)

"De que perigos, visíveis e invisíveis, temos sido protegidos mediante a intervenção de anjos, jamais saberemos até que, à luz da eternidade, as providências de Deus nos sejam reveladas." (O Desejado de Todas as Nações, pág. 240)

DEUS SEJA LOUVADO!


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O AMOR E A JUSTIÇA DE DEUS

Perante FACTOS com a magnitude dos horrorosos atentados de Paris, desta passada sexta-feira, É INEVITÁVEL que, uma vez mais, MUITOS se questionem sobre o Amor e/ou a Justiça de Deus!

Como alguém disse, e MUITO BEM, "Deus ama a todos, não podemos esquecer isso, logo, todas as vítimas deste atentado Deus as amava e até mesmo os terroristas, [pois Ele] deu a sua vida por todos. Ama o pecador, odeia o pecado." Confesso que não poderia estar MAIS DE ACORDO com esta afirmação!

Contudo, NÃO NOS PODEMOS IGUALMENTE ESQUECER que, NÃO É MENOS VERDADE, que Deus é um Deus de Justiça! E porque Ele é um Deus de Justiça, Ele "retribuirá a cada um segundo as suas obras" (Mateus 16:27 e Apocalipse 22:12)! Ou, como muito bem expressou o apóstolo Paulo: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará." (Gálatas 6:7).

Muitos, compreendendo CLARAMENTE que "Deus é Amor" (1 João 4:16), não conseguem, contudo, CONCILIAR que esse MESMO Deus de Amor, É IGUALMENTE um Deus de Justiça! E que essa Justiça IMPLICA, POR VEZES, castigos da parte de Deus! Sim, isso mesmo: CASTIGOS! E não são os castigos de Deus uma prova do Seu amor? O que nos diz Apocalipse 3:19? "Eu repreendo e CASTIGO - a quem? - a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te." (ACF; minha ênfase em maiúsculas)

Talvez alguns considerem que o Amor de Deus só se manifesta em "carinhos e abraços", mas, pergunto: o que é que Jesus fez com a geração antediluviana? Carinhos? E com as cidades de Sodoma e Gomorra? Mais carinhos? E o que Ele fez com os egípcios, derramando-lhes 10 pragas em cima? Também carinhos e meiguices? E o que permitiu que acontecesse, por duas vezes, com a cidade de Jerusalém (no ano 586 a.C, e no ano 70 d.C.)? E o que Ele fará, no final dos tempos, ao derramar sobre os ímpios 7 terríveis pragas (ver: Apocalipse 16)?

Devemos ter MUITO CUIDADO com a forma como apresentamos Deus aos outros, para que não apresentemos APENAS UMA PARTE do Seu caráter - ou SOMENTE o Seu Amor, ou SOMENTE a Sua Justiça!

Ele é um Deus de Amor e Misericórdia, SIM, mas TAMBÉM É um Deus de Justiça, e quando a Sua Misericórdia e Paciência chegam a um limite (que só Ele conhece!)... está "o caldo entornado"... para os ÍMPIOS! Ainda bem que assim é!

E...
Ele é um Deus de Justiça, SIM, mas TAMBÉM É um Deus de Amor e Misericórdia, daí nos ser revelado que "onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Romanos 5:20), e também que "Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna. " Ainda bem que assim é!

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CONSELHOS INSPIRADOS PARA MIM E PARA OS MEUS COLEGAS DE MINISTÉRIO

Não atores, mas mestres da palavra — Vejo que deve ter lugar no ministério grande reforma antes que ele seja aquilo que Deus quer que seja. Os ministros no púlpito não têm permissão de comportar-se como representantes de teatro, tomando atitudes e expressões calculadas a causar efeito. Eles não ocupam o púlpito sagrado como atores, mas como mestres de verdades solenes. Há também ministros fanáticos que, tentando pregar a Cristo, atacam, gritam, saltam para cima e para baixo, esmurram o púlpito, como se esse exercício corporal servisse para alguma coisa. Tais momices não emprestam força alguma às verdades proferidas, antes, ao contrário, desgostam os homens e as mulheres de pensarem serenamente e de terem vistas elevadas. É dever dos que se entregam ao ministério deixar toda a rudeza e toda a conduta tempestuosa, no púlpito pelo menos. {Ev 640.1}

Gestos desalinhados e grosseiros não se devem tolerar nas profissões comuns da vida; quanto menos, então, deverão eles ser tolerados na sacratíssima obra do ministério evangélico! O ministro deve cultivar graça, cortesia e refinamento de maneiras. Deve conduzir-se com a calma dignidade condizente com a sua elevada vocação. Solenidade, uma certa autoridade piedosa, de mistura com a mansidão, eis o que deve caracterizar o porte daquele que é mestre da verdade de Deus. {Ev 640.2}

Os ministros não devem formar o hábito de contar anedotas no púlpito; isto prejudica o poder e a solenidade da verdade que apresentam. A narração de anedotas ou incidentes que produzam riso ou um pensamento leviano no espírito dos ouvintes, é severamente censurável. As verdades devem ser revestidas de linguagem casta e cheia de dignidade; e as ilustrações devem ser de caráter semelhante. {Ev 640.3}

Fosse o ministério evangélico o que ele deve e poderia ser; e os mestres da verdade de Cristo estariam trabalhando em harmonia com os anjos; seriam colaboradores do seu grande Mestre. Há demasiado pouca oração entre os ministros de Cristo, e demasiada exaltação própria. Há demasiado pouco chorar entre o pórtico e o altar, clamando: “Poupa o Teu povo, ó Senhor, e não entregues a Tua herança ao opróbrio.” Há demasia de longos sermões doutrinais, sem uma centelha de fervor espiritual e do amor de Deus. Há demasia de gesticulações e narração de anedotas humorísticas no púlpito, e demasiado pouco se diz acerca do amor e da compaixão de Jesus Cristo. {Ev 640.4}

Não basta pregar aos homens; cumpre-nos orar com eles e por eles; importa não nos mantermos friamente afastados deles, mas nos aproximarmos com simpatia das almas que desejamos salvar, visitá-las e conversar com elas. O ministro que dirige a obra fora do púlpito de maneira apropriada, realizará dez vezes mais do que aquele que limita o seu labor ao púlpito. — The Review and Herald, 8 de Agosto de 1878. {Ev 641.1}

Evitar gracejos e pilhérias — Este espírito de gracejos e pilhérias, de leviandade e frivolidade, é uma pedra de tropeço para os pecadores e ainda pior pedra de tropeço para os que dão lugar à inclinação do coração não santificado. O facto de que alguns têm permitido esse traço desenvolver-se a ponto de o gracejar ser neles tão natural como a respiração, não diminui os seus maus efeitos. Quando alguém puder apontar uma palavra frívola proferida por nosso Senhor, ou qualquer leviandade vista em Seu caráter, ele pode sentir que a leviandade e os gracejos são desculpáveis nele próprio. Este espírito não é cristão; pois ser cristão é ser semelhante a Cristo. Jesus é um modelo perfeito, e devemos imitar-Lhe o exemplo. Um cristão é a mais elevada espécie de homem, um representante de Cristo. {Ev 641.2}

Alguns que são dados a gracejar, e a fazer observações levianas e frívolas, podem aparecer no púlpito sagrado com apropriada dignidade. Podem ser capazes de passar imediatamente à contemplação de assuntos sérios, e apresentar aos seus ouvintes as mais importantes e probantes verdades já confiadas a mortais; mas talvez os seus companheiros de trabalho, a quem eles influenciaram, e que se lhes uniram nos descuidosos gracejos, não possam mudar tão depressa o curso dos seus pensamentos. Sentem-se condenados, a mente fica confundida; e acham-se incapazes de entrar na contemplação dos temas celestes e pregar a Cristo e Cristo crucificado. {Ev 641.3}

A disposição de dizer coisas espirituosas que provoquem riso, quando se acham em consideração as necessidades da causa, seja numa reunião de comissão, ou da mesa, seja em qualquer outra reunião de negócios, não é de Cristo. Essa inoportuna hilaridade tem uma tendência desmoralizante. Deus não é honrado quando levamos tudo para o ridículo num dia, e no dia seguinte estamos desanimados e quase destituídos de esperança, sem luz da parte de Cristo, e prontos a criticar e murmurar. Ele Se agrada quando o Seu povo manifesta solidez, resistência e firmeza de caráter, e quando possui disposição animada, contente e esperançosa. ... {Ev 642.1}

Caso a mente se concentre em coisas celestiais, a conversa fluirá no mesmo sentido. O coração transbordará na contemplação da esperança cristã, a mui grande e preciosa promessa registada para a nossa animação; e o nosso regozijo em vista da misericórdia e bondade de Deus não precisa ser reprimido; é uma alegria que ninguém nos pode tirar. — The Review and Herald, 10 de Junho de 1884. {Ev 642.2}

Ministros folgazãos — Há em vossa associação um homem (não sei o seu nome) que não deve estar ligado com ela como ministro, pois a sua influência no espírito dos que estão buscando a verdade é desfavorável. Ele me foi apontado, sendo-me ditas estas palavras: “A obra de Deus não necessita de ministros não convertidos, folgazãos. O espírito desse homem não se acha em harmonia com a obra solene em que nos achamos empenhados.” A verdade que professamos crer não precisa de homens frívolos para apresentá-la. Um homem de disposição leviana e jovial fará mais em levedar as igrejas com o mesmo espírito, do que dez homens bons podem efetuar para remover essa impressão. ... {Ev 642.3}

O poder convertedor de Deus deve possuir o coração dos ministros, ou eles devem buscar outra vocação. Caso os embaixadores de Cristo reconheçam a solenidade de apresentar a verdade ao povo, serão homens sóbrios, refletidos, coobreiros de Deus. Uma vez que tenham o verdadeiro senso da comissão dada por Cristo aos Seus discípulos, hão de, com reverência, abrir a Palavra de Deus, e escutar a instrução do Senhor, pedindo sabedoria do Céu, para que, enquanto se colocam entre os vivos e os mortos, reconheçam que precisam prestar contas a Deus pela obra que sai das suas mãos. {Ev 643.1}

Que pode o ministro fazer sem Jesus? Verdadeiramente nada. Então, se ele é um homem frívolo, brincalhão, não está preparado para cumprir o dever sobre ele posto pelo Senhor. “Sem Mim”, diz Cristo, “nada podeis fazer.” As palavras petulantes que lhe caem dos lábios, as frívolas anedotas, as palavras proferidas a fim de provocar o riso, são todas condenadas pela Palavra de Deus, e inteiramente fora de lugar na tribuna sagrada. ... {Ev 643.2}

A menos que os ministros sejam homens convertidos, as igrejas ficarão enfermas e prestes a morrer. Unicamente o poder de Deus pode mudar o coração humano e impregná-lo do amor de Cristo. Só o poder de Deus pode corrigir e subjugar as paixões e santificar os sentimentos. Todos quantos ministram precisam humilhar o coração orgulhoso, submeter a própria vontade à vontade de Deus, e esconder a sua vida com Cristo em Deus. {Ev 643.3}

Qual é o objetivo do ministério? É misturar o cómico com o religioso? O teatro é o lugar para tais exibições. Caso Cristo esteja formado no interior, caso a verdade com o seu poder santificador seja introduzida no santuário interior da alma, não tereis homens folgazãos, nem também homens azedos, mal-humorados e rudes para ensinarem as preciosas lições de Cristo às almas que perecem. — Carta 15, 1890. {Ev 644.1}

Andar circunspectamente — Toda a postura, que é tão comum, como gestos teatrais, toda leviandade e frivolidade, todo o gracejo e pilhéria, devem ser considerados pelos que levam o jugo de Cristo como não sendo “convenientes” — uma ofensa a Deus e negação de Cristo. Isto incapacita o espírito para o pensar sólido e o sólido labor. Torna os homens ineficientes, superficiais e espiritualmente enfermos. ... {Ev 644.2}

Que todo o ministro seja calmo. Ao estudar ele a vida de Cristo, verá a necessidade de andar circunspectamente. Todavia, pode ser e será, caso esteja ligado com o Sol da Justiça, alegre e feliz, manifestando os louvores dAquele que o chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. A sua conversação será pura, inteiramente limpa de toda a frase de gíria. — Manuscrito 8, 1888. {Ev 644.3}

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PROVÉRBIOS 29:4

"O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna." (Versão João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada no Brasil)

"Um rei que pratica a justiça assegura a prosperidade do país; mas, quando só pensa nos impostos, arruína-o." (Bíblia Sagrada, Tradução em Português Corrente, Portugal)

"Quando o governo é justo, o país tem segurança; mas, quando o governo cobra impostos demais, a nação acaba na desgraça." (Provérbios 29:4; Nova Tradução na Linguagem de Hoje, Brasil)

"O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína." (Nova Versão Internacional, Brasil)

Independentemente da versão bíblica utilizada, é clara a mensagem que este versículo bíblico transmite aos nossos governantes, sim ou não?

 Por que não partilhá-lo, então, com todo o respeito e honra (ver: Romanos 13:1-7; Tito 3:1-2 e 1 Pedro 2:17), com os nossos governantes?

Em vez de simplesmente criticarmos as autoridades, por que não os ajudarmos, fazendo-lhes NOTAR ou, talvez apenas, RECORDAR-LHES, princípios universais que veem diretamente do Supremo Governante de todo o Universo, do qual eles receberam poder e autoridade (ver: João 19:11; Romanos 13:1)?


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ROMA NÃO MUDA!

"Mas o romanismo, como sistema, não se acha hoje em harmonia com o evangelho de Cristo mais do que em qualquer época passada da sua história. As igrejas protestantes estão em grandes trevas, pois do contrário discerniriam os sinais dos tempos. São de grande alcance os planos e modos de operar da Igreja de Roma. Emprega todo o expediente para estender a influência e aumentar o poderio, preparando-se para um conflito feroz e decidido a fim de readquirir o domínio do mundo, restabelecer a perseguição e desfazer tudo o que o protestantismo fez. O catolicismo está a ganhar terreno de todos os lados. Vede o número crescente das suas igrejas e capelas nos países protestantes

Notai a popularidade dos seus colégios e seminários na América do Norte, tão extensamente patrocinados pelos protestantes. Pensai no crescimento do ritualismo na Inglaterra, e nas frequentes deserções para as fileiras dos católicos. Estas coisas deveriam despertar a ansiedade de todos os que prezam os puros princípios do evangelho." (EGW, O Grande Conflito, pág. 565 da edição online)

Se alguém quiser atrever-se a CONTESTAR o que quer que seja que esta declaração inspirada nos revela, então que o faça, mas, antes de o fazer, queira, POR FAVOR, certificar-se de encontrar dados concretos e reais que provem que:

- é mentira que "o romanismo, como sistema, não se acha hoje em harmonia com o evangelho de Cristo mais do que em qualquer época passada da sua história";

- é mentira que "as igrejas protestantes estão em grandes trevas, pois do contrário discerniriam os sinais dos tempos";

- é mentira que "são de grande alcance os planos e modos de operar da Igreja de Roma" e que ela (Igreja de Roma) "emprega todo o expediente para estender a [sua] influência e aumentar o [seu] poderio (...) a fim de readquirir o domínio do mundo, restabelecer a perseguição e desfazer tudo o que o protestantismo fez";

- é mentira que "o catolicismo está a ganhar terreno de todos os lados";

- é mentira que existe um "número crescente das suas igrejas e capelas nos países protestantes";

- é mentira que esteja a aumentar "a popularidade dos seus colégios e seminários na América do Norte, tão extensamente patrocinados pelos protestantes";

- é mentira que haja "crescimento do ritualismo na Inglaterra" e haja igualmente "frequentes deserções para as fileiras dos católicos".

Se me conseguir PROVAR que, pelo menos uma das declarações que mais acima enfatizei é FALSA, ENTÃO ficará provado que Ellen G. White é uma falsa profetisa! Caso contrário, SERÁ MAIS DO QUE ÓBVIO que aquilo que lhe foi revelado, HÁ MAIS DE UM SÉCULO, é ABSOLUTAMENTE VERDADEIRO, tanto mais que nós temos, hoje, a possibilidade de comprovar isso PELOS NOSSOS PRÓPRIOS OLHOS!

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segunda-feira, 25 de abril de 2016

EXISTE ALGUMA DIFERENÇA ENTRE O SUICÍDIO E A VONTADE DE MORRER?

No mundo em que vivemos, em que TUDO, ou quase tudo, parece desmoronar-se à nossa volta, e em que os valores morais, já para não falar dos valores espirituais, se degradam de dia para dia, e a olhos vistos - mesmo, por vezes, em pessoas que se dizem, ou que simplesmente se fazem passar por crentes - é cada vez maior o número de indivíduos que encontram poucas ou quase nenhumas razões para continuarem a viver!

Alguns, em resultado de um conjunto de circunstâncias com que se deparam na vida, perderam ou estão em vias de perder toda e qualquer motivação para viver!

Neste cenário, alguns (não todos, obviamente) simplesmente gostariam de poder deixar de viver, ao passo que outros ainda, infelizmente, acabam por chegar à sinistra conclusão de que o melhor é mesmo porem fim à sua própria vida, por eles mesmos!

 Haverá alguma diferença entre a vontade de morrer e a vontade de colocar um termo à própria vida?

Vamos deixar que a Bíblia responda a esta questão, que certamente toca o âmago ou a essência da nossa existência:

Existem dois casos paradigmáticos (um no Antigo Testamento, outro no Novo Testamento), de pessoas que se suicidaram: Saul (o primeiro rei da nação unificada de Israel) e Judas Iscariotes (um dos doze discípulos de Jesus Cristo).

Quer para um quer para o outro caso, a Bíblia não os apresenta sob uma luz favorável, e o que deles é referido deixa-nos com a clara certeza que, quer um, quer o outro, perderam o dom da vida eterna, que o Senhor certamente lhes desejaria conceder, uma vez que o desejo de Deus é que "NENHUM pereça, senão que TODOS cheguem ao arrependimento" (2 Pedro 3:9; minha ênfase em maiúsculas).

De Saul nos é dito que "tendo-se retirado de Saul o Espírito do SENHOR, da parte deste um espírito maligno o atormentava" (1 Samuel 16:14).

Apesar deste horrendo facto ter ocorrido na vida de Saul, este ainda viveu algum tempo (quanto tempo exato, não sabemos!), até que, por fim, "Saul tomou da espada e se lançou sobre ela" (1 Samuel 31:4). Enfatizo aqui um facto: quando Saul se suicidou, ele JÁ ERA um homem perdido - desde o momento em que o Espírito Santo se tinha retirado dele, sendo que, nesse momento, o pecado de Saul contra o Espírito Santo estava consumado, e quando esse pecado se consuma, o Espírito Santo RETIRA-SE DEFINITIVAMENTE da pessoa, para NUNCA mais voltar, como nos refere o seguinte texto bíblico:

 "é impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, É IMPOSSÍVEL OUTRA VEZ RENOVÁ-LOS PARA ARREPENDIMENTO, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-O à ignomínia." (Hebreus 6:4-6; minha ênfase em maiúsculas).

Quanto a Judas Iscariotes, a Bíblia refere-nos que "após [ter recebido] o bocado [de pão molhado, que Jesus lhe deu], imediatamente, entrou nele satanás." (João 13:27).

Pergunto: por que acham que satanás teve permissão para entrar em Judas Iscariotes?

Certamente por que, naquele momento, o Espírito Santo se tinha retirado completamente dele!

Judas Iscariotes tinha igualmente cometido "a blasfémia contra o Espírito Santo [que] não será perdoada" (Mateus 12:31), e, por essa razão, satanás teve livre e total acesso ao coração de Judas Iscariotes!

Que momento terrível e horrível é este, quando o Espírito Santo se retira definitivamente de alguém, e satanás pode, por conseguinte, e a partir desse momento, tomar TOTAL CONTROLE sobre essa pessoa! Não muitas horas depois desse fatídico momento, "Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se." (Mateus 27:5).

Enfatizo aqui o mesmo facto que tinha ocorrido com o rei Saul: quando Judas Iscariotes se suicidou JÁ ERA um homem perdido, pois, como vimos, o Espírito Santo tinha-se retirado dele no momento em que Jesus lhe deu o bocado de pão molhado (ver: João 13:26-27).


E o que dizer de pessoas que sentiram vontade de morrer?

Pois bem, iremos igualmente analisar dois casos paradigmáticos (um no Antigo, outro no Novo Testamento): Sansão e Paulo (o apóstolo).

Quanto a Sansão, a Bíblia refere-nos que, depois dele ter sofrido imenso as consequências das suas decisões insensatas e erróneas - entre as quais, o facto de que "lhe vazaram os olhos, e o fizeram descer a Gaza; amarraram-no com duas cadeias de bronze, e virava um moinho no cárcere" (Juízes 16:21) - Sansão fez este pedido ao Senhor: "Sansão clamou ao SENHOR e disse: SENHOR Deus, peço-Te que Te lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus, para que me vingue dos filisteus, ao menos por um dos meus olhos" (Juízes 16:28).

A resposta divina não se fez esperar, uma vez que ele reganhou as suas forças físicas e pôde fazer isto: "Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa [do deus filisteu Dagom], e fez força sobre elas, com a mão direita em uma e com a esquerda na outra.

E disse: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela estava; e foram mais os que matou na sua morte do que os que matara na sua vida." (Juízes 16:29-30). Pergunto: sentiu Sansão o desejo ou a vontade de morrer?

É óbvio que SIM, pois, caso contrário, não teria pedido a Deus que morresse "com os filisteus"!

 Alguns consideram que Sansão cometeu um suicídio!

Todavia, tal afirmação é destituída de qualquer fundamento, uma vez que Sansão PEDIU a Deus para morrer, e NÃO DECIDIU, unilateralmente, isto é, só por si mesmo, que queria por fim à sua existência! E caso ele quisesse colocar fim à sua vida, da forma como o fez, tomando só ele essa decisão, não o teria conseguido, pois NÃO tinha forças físicas para poder fazer aquilo que fez!

E o facto de que as forças físicas lhe revieram, é a PROVA de que Deus APROVOU o seu pedido de morrer "com os filisteus"!

Portanto, NÃO estamos aqui em presença de um suicídio, mas SIM de uma vontade de um indivíduo em morrer, que foi expressa a Deus de forma clara, e que foi aprovada por Deus!

Não fosse da vontade de Deus que Sansão morresse, e certamente que Ele NÃO lhe daria a sua grande força física de volta, como realmente o fez!

Sansão, ao contrário dos casos acima mencionados (Saul e Judas Iscariotes), que se suicidaram na condição de perdidos, NÃO morreu perdido, pois, se assim fosse, o Espírito Santo não teria permitido que o apóstolo Paulo (o autor a epístola aos Hebreus) o INCLUÍSSE na lista dos heróis da fé (ver: Hebreus 11:32).

Quanto ao apóstolo Paulo, ele escreveu isto aos crentes que compunham a igreja que existia na cidade de Filipos (Grécia): "Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e O MORRER É LUCRO. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido, TENDO O DESEJO DE PARTIR e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.

Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne. E, convencido disto, estou certo de que ficarei e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo da fé, a fim de que aumente, quanto a mim, o motivo de vos gloriardes em Cristo Jesus, pela minha presença, de novo, convosco." (Filipenses 1:21-26; minha ênfase em maiúsculas). Teve Paulo "o desejo de partir", isto é, de morrer?

Isso é absolutamente incontestável! Mas, por que teve esse desejo, sentiu Paulo que isso lhe dava, automaticamente, o direito de colocar fim à sua vida? Nem pensar! Consegue, então, querido/a amigo/a, ver aqui uma CLARA DIFERENÇA, entre o suicídio e a vontade de morrer? Ela é mais do que óbvia!

Oxalá que este NÃO SEJA o caso consigo, mas caso sinta o desejo de morrer - por circunstâncias que só Deus e você conhecem! - então, querido/a amigo/a, NÃO ACRESCENTE à sua angústia de querer morrer, a angústia AINDA MAIOR de pensar que esse seu desejo é pecaminoso e não é aprovado por Deus!

Lembre-se de Sansão, que desejou morrer, e o SENHOR, não apenas não criticou Sansão pelo pedido que este Lhe fez, como ainda APROVOU tal pedido!

E Sansão morreu na condição de um HERÓI DA FÉ! E lembre-se igualmente do grande apóstolo Paulo, que chegou a sentir que morrer, para ele, era "LUCRO", e não só sentiu, como expressou por escrito, esse seu "DESEJO DE PARTIR", e quando finalmente sentiu que "o tempo da [sua] partida [era] chegado" (2 Timóteo 4:6), pôde afirmar, confiantemente, isto: "porque sei em Quem tenho crido e estou certo de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia [o dia da segunda vinda de Cristo]"; "combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a Sua vinda." (2 Timóteo 1:12; 4:7-8).
 
O ENORME CONTRASTE entre os dois personagens bíblicos mencionados, que se suicidaram, e os dois outros personagens bíblicos que apenas sentiram o desejo de morrer, mas confiaram tal decisão ao Criador ou Doador da Vida, é por demais evidente, não acha?

Retire as lições que quiser, mas, para mim, a lição, insisto, é por demais ÓBVIA:

- é TOTALMENTE ILÍCITO tomarmos a decisão de retirarmos a vida que o Senhor nos concedeu! Utilizar tal prerrogativa, não será uma forma de manifestar que nos colocamos, consciente ou inconscientemente, mas seguramente de forma voluntária, na posição do próprio Deus, uma vez que SÓ ELE que deu a vida, a pode tomar de volta?

- mas já é TOTALMENTE LÍCITO sentirmos "o desejo de partir", desde que tal desejo não nos convença que temos o poder de decidir tirarmos a vida a nós próprios!

E, por último, lembre-se do Exemplo Máximo, o do nosso Senhor Jesus Cristo que, estando no jardim do Gétsemani, "começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia". E, que disse Ele, nesse momento de terrível agonia? "E lhes disse: A Minha alma ESTÁ PROFUNDAMENTE TRISTE ATÉ À MORTE;" (Marcos 14:33-34).

O que acha que Jesus quis dizer com essa frase "a Minha alma está profundamente triste até à morte"? Certamente quis dizer que a Sua angústia o levava a desejar a morte, como um alívio ao Seu sofrimento! Mas, como reagiu Jesus?

Procurou colocar fim à Sua vida, ou colocou a Sua vida nas Mãos do Seu Pai?

Foi isto mesmo que Ele fez! Teve Jesus o desejo de morrer, quando a angústia Lhe parecia quase insuportável?

Sim, teve! Mas, procurou Ele pôr fim ao Seu sofrimento pelas Suas próprias Mãos? Nem pensar!

 Pelo contrário, Ele confiou AINDA MAIS no Seu Pai, e, por três vezes, Lhe disse: "contudo, não seja o que Eu quero, e sim o que Tu queres" (Marcos 14:36; cf. Mateus 26:44).

ESTÁ TUDO DITO!

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